Passeio a Santarém e Golegã

Santarém, outrora povoada por Fenícios, Gregos
e Cartagineses, é o distrito que acolhe a grande
Feira Nacional do Cavalo. Os primeiros vestígios
documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.

Guia Turístico

— Santarém, a Fundação da Cidade

A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos, passou a ser designada por Santa Iria ou Irene, de onde posteriormente derivou o atual nome Santarém.

Passou para a posse dos mouros em 715, até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 15 de março de 1147, num golpe audacioso, perpetrado durante a noite com um escasso exército por ele reunido.

— O Castelo de Santarém e a Porta do Sol

A origem do castelo perde-se nas malhas do tempo, porém num ponto existe consenso, a fortificação do local remonta à pré-história, num estilo de fortins da idade do bronze denominado de Castro. Foi ocupado pelos romanos no ano de 138 a.C. e nomearam-no de Scalábi Castro ou simplesmente Scálabis, assumindo desde esse tempo um importante papel nas trocas comerciais provenientes de Olissipo (Lisboa) e no tráfego do rio Tejo e posteriormente como sede de província da Lusitânia.

No início do século V, na sequência das invasões bárbaras que provocaram a destruição do Império Romano, a região foi ocupada pelos Suevos e quase de seguida pelos Visigodos. A cidade, que à altura já se chamava Sancta Irena, cresceu e os monumentos de estilo gótico surgiram e embelezaram a urbe.

A ocupação do sul da península pelos muçulmanos no seculo VIII, trouxe outra dinâmica ao lugar, fazendo evoluir a malha urbana, a agricultura e a sua importância comercial e administrativa, sendo rebatizada como Al-Shantarim.

Ao longo dos séculos XI e XII a posse da praça foi alternando entre as mãos muçulmanas e cristãs, acabando estes últimos por ficar com a sua posse desde a conquista a 15 de março de 1147 por D. Afonso Henriques, que a doou de imediato à Ordem dos Templários.

Mantendo sempre uma elevada importância na administração e proteção do território português, o castelo de Santarém foi recebendo ao longo dos anos figuras importantes da Historia de Portugal, chegando a tomar partido durante a Revolução Liberal de 1820, a fortificação serviu de quartel a D. Miguel da Casa de Bragança antes deste ter sido exilado.

O Castelo de Santarém é do estilo românico e gótico, mas foi primitivamente integrado na praça da alcáçova e pela muralha da vila. Os bairros ribeirinhos da Ribeira e do Alfange também possuíam cerca, estando a vila rasgada por sete portas, sendo a famosa Porta do Sol uma das sete.

— Feira Nacional do Cavalo

A Feira da Golegã é já um evento secular. Foi realizada pela primeira vez em 1571 sob o contexto dos festejos de S. Martinho e desde então tem ganho cada vez maior relevo na região e no país. Com o apoio do Marquês de Pombal, em 1833 tomou uma vertente competitiva com concursos de temáticas hípicas e com competições de diversas raças de cavalos. Os melhores criadores passaram a reunir-se em Golegã com os seus melhores exemplares.

Desde meados do séc. XVIII que se tornou numa feira de grande importância nacional, mas foi apenas em 1975 que passou a ser designada como hoje se conhece, “Feira Nacional do Cavalo“, e em 1998 a “Feira Internacional do Cavalo Lusitano“. A Feira da Golegã é um evento onde se podem transacionar os melhores cavalos de puro sangue lusitano, o melhor cavalo de força e resistência do mundo.

O puro sangue lusitano é também um cavalo com história. É o cavalo com sela mais antigo do mundo e é montado há cerca de 5000 anos. São descentes dos cavalos primitivos ibéricos, mas os seus ancestrais mais antigos são da família da raça árabe “berbere”, que foi trazida para a Península.

Esta raça tem uma aptidão natural para altas competições e exercícios duros. É frequentemente utilizado nos desportos federados e pelas forças da G.N.R. Pelas suas incríveis características, os cavalos lusitanos são procurados pelos realizadores de cinema dos E.U.A.

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